Dedicatória à minha mãe, que hoje completaria 98 anos
Não há velas para soprar, apenas memórias que ardem com a constância de chamas eternas. Passaram-se vinte e um anos desde que você partiu, mas sua presença permanece intacta, tecida na trama de quem sou.
Você nasceu quando o século ainda era jovem, atravessou guerras, silêncios e transformações que eu só conheço pelos livros. E, no entanto, foi nas pequenas coisas, no gesto, na palavra, no olhar, que construiu um legado impossível de apagar.
A saudade não diminui. Aprendi que ela é apenas o avesso do amor: quanto mais profunda, mais significa que você importou. E você importou tudo.
Hoje eu celebro não a ausência, mas a presença que você deixou impressa em mim. Celebro sua coragem, sua ternura, a força silenciosa com que moldou vidas e destinos. Você não está aqui, mas está em cada escolha que faço, em cada valor que carrego, em cada momento em que escolho o amor ao invés do rancor.
Feliz aniversário, mãe.
A morte levou seu corpo, mas não sua essência. Você continua em mim.
Com toda admiração, saudade, carinho e amor,
Seu filho, Clovinho
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